EXAMES AUDITIVOS

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Este exame avalia a integridade e a mobilidade do sistema tímpano-ossicular. Exame extremamente importante para auxiliar no topo-diagnóstico de uma alteração auditiva. É objetivo, rápido, de fácil aplicação e indolor.

Timpanometria: neste exame, avaliamos a mobilidade do sistema tímpano-ossicular, através da variação de pressão no meato acústico externo. Os resultados são registrado em um gráfico, em forma de curva – timpanograma. Pode ser encontrado como respostas: Timpanograma tipo “A”, tipo “B”, tipo “C”, tipo “As” e tipo “Ad”.

Imitância Estática: é a medida da mobilidade da orelha média.

Reflexo Acústico do Músculo Estapédio: é feita a pesquisa dos reflexos de forma contralateral e ipsilateral. Espera-se que os resultados estejam entre 70 e 90 dB acima dos limiares auditivos tonais.

A audição é essencial para o desenvolvimento da fala e da linguagem. Qualquer alteração pode trazer consequências no desenvolvimento da linguagem , da fala, psico-social e acadêmico do paciente.

Quanto mais precocemente a perda auditiva for diagnosticada, melhores serão as possibilidades do desenvolvimento global deste paciente.

Neste sentido, o teste da orelhinha vem sendo amplamente realizado em todo o Brasil.

É rápido e indolor. Pode ser feito durante o sono natural, amamentação e em estado de alerta com pouca movimentação. Consiste na colocação de uma oliva conectada ao equipamento, no conduto do paciente; o aparelho emite um som e após a estimulação da cóclea, o próprio aparelho capta as respostas, que são conhecidas como Emissões Otoacúsicas, e no caso do teste da orelhinha, emissões otoacústicas evocadas transientes.

Este exame fornece dados sobre o funcionamento coclear. Alterações na orelha externa e/ou média podem interferir no resultado final. Dessa forma, é recomendável que o exame seja feito após 48 horas de vida e o paciente não esteja resfriado ou gripado.

O Processamento Auditivo Central refere-se a capacidade de uso efetivo e eficiente da informação auditiva, pelo sistema auditivo central. Depende de uma série de habilidades que são desenvolvidas desde o primeiro ano de vida. O transtorno do processamento auditivo central propicia dificuldades de comunicação, aprendizagem, processamento de linguagem, atenção e/ou áreas correlatas.

As crianças que apresentam transtorno do processamento auditivo central muitas vezes são confundidas com crianças desatentas, hiperativas, agitadas, desinteressadas. Os adultos queixam-se de dificuldade em concentração, entendimento e até mesmo de relacionamentos.

Crianças, a partir de 5 anos, e adultos podem fazer o exame.

Tem indicação para a realização do exame os pacientes que apresentam as seguintes dificuldades:

  • Dificuldade para ouvir e prestar atenção em ambientes ruidosos;
  • Pedir para repetir (“o que?”, “hã?”) ou dizer “não entendi”;
  • Parecer não ouvir/entender bem;
  • Dificuldade de aprendizagem e/ou para ler e escrever;
  • Troca de letras para falar, ler ou escrever;
  • Dificuldade de memória;
  • Desatenção e/ou distração;
  • Agitação e/ou inquietação;
  • Demora para escutar e/ou compreender o que foi dito;
  • Dificuldade em conversas com muitas pessoas ao mesmo tempo;
  • Dificuldade para localizar de onde o som está vindo;
  • Dificuldade para realizar uma sequência de tarefas que lhe foi solicitada.

A avaliação é realizada em cabina acústica, através de testes específicos que avaliam o desempenho do paciente nos processos de escuta dicótica, escuta diótica, escuta monótica de baixa redundância, processamento temporal e de interação binaural.

O resultado do exame fornece dados qualitativos da audição do paciente.

O resultado determina as habilidades auditivas que estão alteradas. Estas habilidades devem ser estimuladas por um profissional capacitado visando a adequação do paciente em todo o seu contexto acadêmico e social.

TREINAMENTO AUDITIVO ACUSTICAMENTE CONTROLADO

O treinamento auditivo acusticamente controlado é uma das opções de tratamento para o Transtorno do Processamento Auditivo Central.

Sua indicação depende dos resultados dos testes que avaliam o processamento auditivo central e da conduta médica e fonoaudiológica sugerida.

É feito em cabine acústica. O paciente é estimulado de acordo com os resultados dos testes iniciais e o objetivo é permitir que o paciente utilize de forma eficiente e efetiva todas as informações auditivas que ele está exposto. A quantidade de sessões e a frequência são determinados de forma individualizada.

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