EXAMES AUDITIVOS

Saiba mais sobre os exames que executamos

A audiometria é considerado o exame mais fundamental da bateria dos exames audiológicos. O objetivo deste exame é avaliar a capacidade auditiva do paciente.

É constituído pela audiometria tonal e pelas avaliações logoaudiométricas (Limiar de Detectbilidade de Fala, Limiar de Reconhecimento de Fala e o Índice de Reconhecimento de Fala.

Audiometria Tonal: É realizado através da pesquisa dos limiares auditivos, geralmente, nas frequências de 250 a 8000 Hz. Deve ser realizado em um ambiente tratado acusticamente e depende da resposta do paciente. Este, é instruído a responder sempre que escutar o estimulo. É um exame rápido e indolor.

Indicações:

  • Detecção de perdas auditivas em crianças, adultos e idosos.
  • Auxiliar no topodiagnóstico das perdas auditivas.
  • Triagem escolar
  • Acompanhamento da  efetividade dos tratamentos médicos.
  • Avalia a necessidade e o beneficio do uso do aparelho auditivo
  • Exames Ocupacionais – adminissional, periódico e demissional.

Avaliação Logoaudiométrica: os resultados mostram a habilidade do individuo em detectar e reconhecer a fala. Os resultados devem ser complementares à audiometria tonal. É realizado logo após o termino da audiometria tonal, também em cabine acústica.

Indicações:

  • Confirmação dos limiares tonais.
  • Fornece informações sobre a capacidade de detecção e reconhecimento de fala.
  • Auxilia na confirmação do topodiagnostico.
  • Fornece dados para a indicação de aparelhos auditivos.

Limiar de detectabilidade de fala (LDF): o objetivo é pesquisar a menor intensidade que o paciente consegue detectar um estimulo de fala em 50% das apresentações realizadas. Esta técnica geralmente é utilizada em pacientes que ainda não adquiriram a linguagem oral ou em pacientes com perdas auditivas de grau severo ou profunda.

Limiar de Reconhecimento de Fala (LRF): o objetivo é pesquisar o limiar de reconhecimento de fala. Neste caso, é considerado como limiar a intensidade que o paciente é capaz de entender e repetir 50% das palavras que forem apresentadas. O limiar de reconhecimento de fala dever estar compatível com os limiares encontrados na audiometria tonal.

Indice de Reconhecimento de Fala (IRF): o objetivo é avaliar a habilidade do paciente em detectar, reconhecer e repetir corretamente as palavras apresentadas. A intensidade é fixa, 40 dB acima da média do limiar tonal. A porcentagem de acertos deve ser adequada à audiometria tonal.

Este exame avalia a integridade e a mobilidade do sistema tímpano-ossicular. Exame extremamente importante para auxiliar no topo-diagnóstico de uma alteração auditiva. É objetivo, rápido, de fácil aplicação e indolor.

Timpanometria: neste exame, avaliamos a mobilidade do sistema tímpano-ossicular, através da variação de pressão no meato acústico externo. Os resultados são registrado em um gráfico, em forma de curva – timpanograma. Pode ser encontrado como respostas: Timpanograma tipo “A”, tipo “B”, tipo “C”, tipo “As” e tipo “Ad”.

Imitância Estática: é a medida da mobilidade da orelha média.

Reflexo Acústico do Músculo Estapédio: é feita a pesquisa dos reflexos de forma contralateral e ipsilateral. Espera-se que os resultados estejam entre 70 e 90 dB acima dos limiares auditivos tonais.

Alterações no sentido da audição podem trazer consequências no desenvolvimento global do bebe, principalmente, na fala e linguagem.

Quanto mais precocemente a perda auditiva for diagnosticada, melhores serão as possibilidades do desenvolvimento deste paciente. Neste sentido, o teste da orelhinha vem sendo amplamente realizado em todo o Brasil.

É rápido e indolor. Pode ser feito durante o sono natural, amamentação e em estado de alerta com pouca movimentação. Consiste na colocação de uma oliva conectada ao equipamento, no conduto do paciente; o aparelho emite um som e após a estimulação da cóclea, o próprio aparelho capta as respostas, que são conhecidas como Emissões Otoacúsicas, e no caso do teste da orelhinha, emissões otoacústicas evocadas transientes.

Este exame nos fornece dados sobre o funcionamento coclear, porém alterações na orelha externa e/ou média também podem interferir no resultado final.

O teste deve ser feito no período de 48 a 72 horas de vida e geralmente é realizado na maternidade. Quando o teste não puder ser feito na maternidade é importante que ele seja

  • Ainda, é necessário ser feito o seguimento do bebe, com o objetivo de detectar alterações de orelha externa e/ou média e também, perdas auditivas leves.Recomendações:
    O paciente não pode estar gripado ou resfriado;
    Não lavar a cabeça antes no exame
    Durante o teste o bebe deve estar calmo, em silêncio, mamando ou dormindo.

O Processamento Auditivo Central refere-se a capacidade de uso efetivo e eficiente da informação auditiva, pelo sistema auditivo central. Depende de uma série de habilidades que são desenvolvidas desde o primeiro ano de vida. O transtorno do processamento auditivo central propicia dificuldades de comunicação, aprendizagem, processamento de linguagem, atenção e/ou áreas correlatas.

As crianças que apresentam transtorno do processamento auditivo central muitas vezes são confundidas com crianças desatentas, hiperativas, agitadas, desinteressadas. Os adultos queixam-se de dificuldade em concentração, entendimento e até mesmo de relacionamentos.

Crianças, a partir de 5 anos, e adultos podem fazer o exame.

Tem indicação para a realização do exame os pacientes que apresentam as seguintes dificuldades:

  • Dificuldade para ouvir e prestar atenção em ambientes ruidosos;
  • Pedir para repetir (“o que?”, “hã?”) ou dizer “não entendi”;
  • Parecer não ouvir/entender bem;
  • Dificuldade de aprendizagem e/ou para ler e escrever;
  • Troca de letras para falar, ler ou escrever;
  • Dificuldade de memória;
  • Desatenção e/ou distração;
  • Agitação e/ou inquietação;
  • Demora para escutar e/ou compreender o que foi dito;
  • Dificuldade em conversas com muitas pessoas ao mesmo tempo;
  • Dificuldade para localizar de onde o som está vindo;
  • Dificuldade para realizar uma sequência de tarefas que lhe foi solicitada.

A avaliação é realizada em cabina acústica, através de testes específicos que avaliam o desempenho do paciente nos processos de escuta dicótica, escuta diótica, escuta monótica de baixa redundância, processamento temporal e de interação binaural.

O resultado do exame fornece dados qualitativos da audição do paciente.

O resultado determina as habilidades auditivas que estão alteradas. Estas habilidades devem ser estimuladas por um profissional capacitado visando a adequação do paciente em todo o seu contexto acadêmico e social.

TREINAMENTO AUDITIVO ACUSTICAMENTE CONTROLADO

O treinamento auditivo acusticamente controlado é uma das opções de tratamento para o Transtorno do Processamento Auditivo Central.

Sua indicação depende dos resultados dos testes que avaliam o processamento auditivo central e da conduta médica e fonoaudiológica sugerida.

É feito em cabine acústica. O paciente é estimulado de acordo com os resultados dos testes iniciais e o objetivo é permitir que o paciente utilize de forma eficiente e efetiva todas as informações auditivas que ele está exposto. A quantidade de sessões e a frequência são determinados de forma individualizada.

O Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico (PEATE), também conhecido como Bera, é um exame que nos fornece informações sobre a integridade do nervo auditivo e também sobre o limiar auditivo na frequência pesquisada.

É um exame indolor e objetivo. Porém, requer a colaboração do paciente, que precisa estar dormindo ou então bem relaxado. Pode ser realizado desde em recém-nascidos até idosos

Os potenciais evocados auditivos são produzidos através de um estímulo sonoro apresentado em fones auditivos e são captados através de eletrodos superficiais distribuídos na testa e nas mastoides.

O estímulo auditivo apresentado, inicialmente, é conhecido como “click” e além de nos fornecer informações sobre a integridade do nervo, fornece o limiar auditivo aproximado, nas frequências de 2000 a 4000 Hz. Também é possivel, dentre outros estímulos, utilizar o Tone Burst, que pode ser usado para definir os limiares, de maneira isolada, nas frequências de 500, 1000, 2000 e 4000 Hz.

Geralmente é indicado para:

  • Identificação de perda auditiva em bebês, crianças ou adultos que não responderam adequadamente à audiometria;
  • Acompanhamento da maturidade das vias auditivas;
  • Investigação diagnostica de zumbido;
  • Informações sobre a integridade do nervo auditivo e tronco encefálico;
  • Investigação diagnóstica de tumores do nervo auditivo, leucodistrofias, doença de Alzheimer, tumores intracranianos da fossa posterior;
  • Monitorização em cirurgias (fossa craniana),
  • Monitorização em pacientes de Terapia Intensiva, em pacientes em coma ou sedados e ainda, auxiliar no diagnóstico de morte cerebral.

Cuidados para a realização do exame:

  • É importante que os cabelos estejam limpos, secos e sem nenhum produto aplicado.
  • Durante o exame o paciente não pode contrair excessivamente os músculos do pescoço e da face.
  • O paciente dever estar bem relaxado.
  • Em casos de crianças o exame deve ser feito durante o sono.  Nestes casos, recomenda-se que a privação de sono. A criança deve acordar mais cedo e realizar várias atividades antes do exame, para que no momento da avaliação ela consiga descansar.
  • Não há nenhum cuidado necessário após o exame. O paciente pode retornar às suas atividades corriqueiras.

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